PRF apreende caminhonete de influenciador em MS após detectar alteração que aumenta emissão de poluentes

Veículo seguia para ser entregue ao vencedor de um sorteio quando foi abordado na BR-163; sistema ARLA havia sido desativado e caso foi enquadrado como crime ambiental

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PRF apreende caminhonete de influenciador em MS após detectar alteração que aumenta emissão de poluentes

Uma caminhonete do influenciador digital Antônio César Rincon Filho, conhecido como Rincon, foi apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma fiscalização na BR-163, em Mato Grosso do Sul, após os agentes constatarem irregularidades no sistema ARLA, equipamento obrigatório para o controle da emissão de poluentes em veículos movidos a diesel.

Segundo o próprio influenciador, a abordagem ocorreu quando ele seguia para Dourados, onde faria a entrega da caminhonete ao vencedor de um sorteio promovido em suas redes sociais.

Após a fiscalização, Rincon publicou um vídeo explicando que o veículo não possuía outras irregularidades, mas que o sistema ARLA havia sido desativado durante o processo de "chipagem" da caminhonete, procedimento utilizado para aumentar a potência do motor.

A alteração faz com que o veículo passe a emitir níveis muito superiores de poluentes, situação considerada infração ambiental.

Em vídeos divulgados nas redes sociais, o influenciador afirmou que desconhecia que a modificação poderia resultar na apreensão do veículo e informou que a caminhonete deverá passar por perícia antes de ser regularizada para voltar a circular. Ele também confirmou que responderá a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

Durante a gravação, um policial rodoviário federal explicou aos seguidores do influenciador que a retirada ou desativação do sistema ARLA pode aumentar em até 600% a emissão de poluentes, motivo pelo qual a conduta é enquadrada como crime ambiental na modalidade culposa.

O sistema ARLA utiliza um reagente químico para reduzir a emissão de óxidos de nitrogênio (NOx), gases altamente poluentes produzidos por motores a diesel. A retirada ou desativação desse equipamento compromete o controle ambiental do veículo e pode gerar sanções administrativas e criminais, além da retenção do automóvel para regularização.

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