Armadilhas contra mosquito da dengue ajudam Prefeitura a mapear áreas de risco e intensificar combate em Três Lagoas
Tecnologia usada pela Saúde permite identificar focos do Aedes aegypti em regiões estratégicas e reforça ações preventivas contra dengue, zika e chikungunya no município
A luta contra o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya, ganhou um importante reforço em Três Lagoas através de uma estratégia silenciosa, mas extremamente eficaz: o uso de larvitrampas instaladas em pontos considerados estratégicos do município para monitorar a circulação do vetor e antecipar possíveis riscos de infestação.
A ação é desenvolvida pela Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que vem utilizando esse sistema como uma ferramenta fundamental dentro do trabalho de vigilância epidemiológica e controle das arboviroses no município.
As chamadas larvitrampas funcionam como armadilhas específicas capazes de atrair a fêmea do mosquito Aedes aegypti, permitindo que técnicos da área de entomologia identifiquem rapidamente a presença de larvas e acompanhem o avanço da infestação em diferentes regiões da cidade.
Com base nas informações coletadas, as equipes conseguem identificar bairros com maior incidência do mosquito e direcionar ações mais rápidas e eficientes de combate, concentrando esforços exatamente nas áreas que apresentam maior risco à população.
Atualmente, o monitoramento acontece em diversas regiões estratégicas da cidade, incluindo as áreas conhecidas como 1ª Lagoa, 2ª Lagoa, 3ª Lagoa, Balneário Municipal, Distrito de Jupiá e Vila Zuque.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, esse acompanhamento permite medir a densidade populacional do mosquito em diferentes pontos do município, fornecendo dados técnicos fundamentais para o planejamento das ações preventivas e o fortalecimento das estratégias de enfrentamento adotadas pelo setor.
O trabalho de vigilância entomológica, que consiste justamente no monitoramento contínuo do comportamento e proliferação do vetor, é apontado pelo Ministério da Saúde como uma das ferramentas mais importantes para prevenir surtos e reduzir a circulação de doenças transmitidas pelo mosquito.
Apesar do uso da tecnologia e do trabalho permanente das equipes de saúde, a administração municipal alerta que o combate ao Aedes aegypti depende diretamente da colaboração da população.
Medidas simples continuam sendo decisivas para interromper o ciclo de reprodução do mosquito, como eliminar recipientes que acumulam água parada, manter quintais limpos, evitar descarte irregular de objetos e realizar inspeções frequentes dentro das residências.
A Secretaria de Saúde reforça que as larvitrampas funcionam como um importante sistema de alerta para identificar a presença do mosquito, mas destaca que a verdadeira eficácia no combate só acontece quando toda a comunidade participa ativamente na eliminação dos criadouros.
Com o período de maior circulação das arboviroses exigindo atenção constante, a recomendação continua sendo uma só: prevenção dentro de casa e vigilância permanente em toda a cidade.
Fonte:
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