Justiça domina ranking das maiores rendas em MS e titulares de cartório recebem em média R$ 289 mil por mês
Levantamento do Imposto de Renda mostra que quatro das cinco profissões mais bem remuneradas do Estado pertencem ao Judiciário e ao Ministério Público; agronegócio é o único setor fora da lista
As carreiras ligadas ao sistema de Justiça concentram as maiores rendas declaradas em Mato Grosso do Sul, segundo levantamento do portal Salários do Brasil, elaborado com base nas declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. O estudo revela que quatro das cinco profissões mais bem remuneradas do Estado pertencem ao Judiciário ou ao Ministério Público, reforçando a predominância dessas carreiras no topo do ranking.
A liderança é ocupada pelos titulares de cartório, que declararam renda média anual de R$ 3.475.652, o equivalente a aproximadamente R$ 289,6 mil por mês. Ao todo, 167 contribuintes informaram exercer essa atividade. O rendimento coloca Mato Grosso do Sul na sétima posição nacional para essa profissão e supera em 24% a média brasileira.
Na segunda colocação aparecem procuradores e promotores de Justiça, com renda média anual de R$ 1.476.155, cerca de R$ 123 mil mensais. Logo atrás estão juízes e membros do Judiciário, que declararam média de R$ 1.438.570 por ano, ou aproximadamente R$ 119,9 mil por mês.
Fechando o grupo das quatro carreiras mais bem remuneradas está a profissão de advogado público e defensor, com rendimento médio anual de R$ 771.826, equivalente a cerca de R$ 64,3 mil por mês.
O único setor fora da estrutura do sistema de Justiça entre os cinco primeiros colocados é o agronegócio. Os produtores agropecuários declararam renda média anual de R$ 557.688, refletindo a importância da atividade para a economia sul-mato-grossense.
Apesar da renda média inferior às carreiras jurídicas, os produtores rurais representam um contingente muito maior de contribuintes. Segundo o levantamento, 24.040 pessoas declararam atuar como produtores agropecuários, número bastante superior ao registrado nas demais profissões do ranking.
Na sequência aparecem outras ocupações de alta remuneração, como médicos, auditores fiscais, cantores e compositores, servidores do Poder Judiciário, atletas profissionais, professores universitários, servidores do Ministério Público, agrônomos, dirigentes de empresas e membros do Poder Executivo.
O estudo também aponta que Mato Grosso do Sul ocupa a nona posição nacional em renda média declarada no Imposto de Renda. Neste ano, 544.348 contribuintes informaram ocupação principal, com rendimento médio anual de R$ 156 mil, valor cerca de 7% inferior à média brasileira, estimada em R$ 166 mil.
O patrimônio médio declarado pelos sul-mato-grossenses foi de R$ 361 mil, enquanto a idade média dos declarantes é de 44,3 anos. As mulheres representam 41,2% do total de contribuintes.
No quesito patrimônio, os titulares de cartório também lideram, com média de R$ 4 milhões declarados. Procuradores e promotores aparecem em seguida, com patrimônio médio de R$ 3,34 milhões, enquanto juízes registraram R$ 3,13 milhões. Já os produtores agropecuários declararam patrimônio médio de R$ 2,42 milhões, evidenciando o elevado nível de capitalização do setor rural.
No cenário nacional, o Distrito Federal lidera o ranking de renda média declarada, seguido por São Paulo e Rio de Janeiro. Mato Grosso do Sul figura entre os dez estados com maior rendimento médio dos contribuintes brasileiros.
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