Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa reforça defesa da liberdade de crença e respeito à diversidade

Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado da Cidadania atua no enfrentamento às violações de direitos motivadas pela discriminação religiosa, especialmente aquelas que atingem povos e comunidades de matriz africana, historicamente alvo de estigmatização, violência simbólica e institucional.

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Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa reforça defesa da liberdade de crença e respeito à diversidade

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro, convida a sociedade à reflexão sobre o respeito à diversidade de crenças e à liberdade religiosa, direitos assegurados pela Constituição Federal. A data também é marcada pela memória de Mãe Gilda de Ogum (Ialorixá Gilda de Ogum), vítima de intolerância religiosa na Bahia, símbolo da luta contra o racismo religioso no Brasil.

Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado da Cidadania atua no enfrentamento às violações de direitos motivadas pela discriminação religiosa, especialmente aquelas que atingem povos e comunidades de matriz africana, historicamente alvo de estigmatização, violência simbólica e institucional.

Segundo o subsecretário de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, a data carrega um significado profundo para a sociedade brasileira e para as políticas públicas de enfrentamento ao racismo.

“O dia 21 de janeiro é celebrado como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, uma data instituída para promover o respeito e a diversidade de crenças. É também um dia em homenagem a Ialorixá Gilda de Ogum, que faleceu após sofrer sucessivos atos de vandalismo contra o seu terreiro, na Bahia. Essa data tem uma simbologia muito grande, porque nos leva a refletir sobre a forma como as religiões de matriz africana e os povos de terreiro ainda são tratados, carregados de estereótipos, preconceitos e discriminações.”

De acordo com o subsecretário, o racismo religioso se manifesta de diferentes formas no cotidiano, desde agressões diretas até impedimentos simbólicos e sociais. “Essas populações ainda são impedidas, muitas vezes, de usar seus adornos, de expressar sua fé livremente. Suas práticas religiosas são vistas de forma pejorativa e, mesmo em um país laico, essas religiões continuam sendo perseguidas. Por isso, o 21 de janeiro é um momento de reflexão, de esclarecimento e de produção de conhecimento para toda a população sul-mato-grossense.”

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