“Barão do Tráfico” morre aos 63 anos enquanto estava preso em penitenciária federal de Campo Grande

Leonardo Dias Mendonça estava internado em estado grave na Santa Casa após passar mal dentro da unidade prisional; defesa informou morte encefálica

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“Barão do Tráfico” morre aos 63 anos enquanto estava preso em penitenciária federal de Campo Grande

Leonardo Dias Mendonça, de 63 anos, conhecido como “Barão do Tráfico”, morreu nesta quinta-feira (20), em Campo Grande, após permanecer internado em estado grave na Santa Casa. Ele estava custodiado na Penitenciária Federal de Campo Grande e havia sido levado para atendimento médico depois de passar mal na segunda-feira (17).

Segundo informações da defesa, o quadro de saúde evoluiu para morte encefálica. Familiares foram chamados ao hospital e, posteriormente, os aparelhos que mantinham o detento vivo foram desligados. Até o momento, a causa que provocou o agravamento do quadro não havia sido oficialmente esclarecida.

Histórico ligado ao tráfico internacional
Leonardo era considerado pelas autoridades um dos nomes de destaque do tráfico internacional de drogas e acumulava um extenso histórico criminal desde o final da década de 1990.

Em 1999, a Polícia Federal apreendeu 327 quilos de cocaína em uma aeronave no município de Cocalinho, em Mato Grosso. A investigação relacionada ao caso resultou posteriormente em uma condenação superior a 23 anos de prisão por tráfico internacional de drogas.

Ao longo das investigações, autoridades apontaram que Leonardo mantinha contatos com outros países da América do Sul e teria participado de operações envolvendo cocaína proveniente da região controlada pelas Farc, na Colômbia. O nome dele chegou a integrar a lista de procurados da Interpol.

Relação com Fernandinho Beira-Mar
A trajetória de Leonardo também foi relacionada ao traficante Fernandinho Beira-Mar, apontado pelas autoridades como um dos principais líderes do Comando Vermelho.

Segundo investigações divulgadas ao longo dos anos, Leonardo teria sido aliado de Beira-Mar e participado de estruturas voltadas à distribuição internacional de drogas.

As autoridades também investigaram suspeitas de que dinheiro proveniente do tráfico teria sido utilizado na aquisição de terras e gado, em operações que poderiam estar relacionadas à lavagem de dinheiro.

Em 2019, Leonardo voltou a ser preso durante uma operação da Polícia Federal que investigava uma organização especializada no transporte de drogas por pequenas aeronaves. A investigação apontava ramificações do grupo em diferentes estados brasileiros.

Condenações e últimos dias
Além do tráfico de drogas, o histórico judicial de Leonardo incluía condenações relacionadas a associação para o tráfico, falsidade ideológica e lavagem ou ocultação de bens, conforme informações relacionadas aos processos judiciais.

Ele permanecia custodiado na Penitenciária Federal de Campo Grande. Segundo a defesa, apesar de estar preso na Capital sul-mato-grossense, Leonardo não possuía vínculos com a cidade.

Após a morte, familiares aguardavam os procedimentos necessários para a liberação do corpo e o traslado para Goiás, estado onde Leonardo mantinha residência e vínculos familiares.

 
 

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